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Você conhece um exame chamado
vídeo pílula?
A fantástica viagem pelo corpo humano já descrita
em filmes de ficção está mais próxima
da realidade do que se imagina. Uma nova forma de exame, chamada
vídeo pílula, foi recentemente lançada como
um instrumento capaz de fotografar internamente o tubo digestivo.
A novidade consiste em uma cápsula de via oral que possui
uma microcâmera. O paciente toma a pílula, veste
alguns sensores e um cinto com receptores de dados que recebem
as imagens da câmera, e pode cumprir suas tarefas habituais.
Algumas horas depois ele retorna ao consultório médico
para que as imagens armazenadas possam ser processadas no computador
e analisadas. A pílula é revestida com uma material
que resiste às enzimas digestivas. É excretada pelo
organismo junto com as fezes de oito a 72 horas após sua
ingestão.
A vantagem do novo método de exame é a possibilidade
de se fotografar todo o tubo digestivo, inclusive partes que não
são alcançadas pelos procedimentos atuais. Em alguns
casos pode até substituir a colonoscopia e a endoscopia
digestiva alta. O caso descrito no lançamento da vídeo
pílula foi o de um portador de Doença de Crohn que
tinha dores abdominais, febre e diarréia. A cápsula
foi usada para verificar recidiva de crise e atividade da doença,
substituindo a colonoscopia tradicional. O resultado do exame
mostrou apenas três úlceras em 58 mil imagens coletadas.
Infelizmente nem todo paciente pode ser candidato ao uso da pílula.
A princípio, portadores de marcapasso cardíaco ou
de outro aparato eletromagnético, pessoas com bloqueio
intestinal ou com conexões anormais entre o intestino e
outra parte do corpo, como fístulas, não devem utiliza-la.
A vídeo pílula foi desenvolvida pela companhia Israelense
Given Imaging e aprovada para uso nos Estados Unidos em agosto
de 2001. Cerca de três mil pacientes de todo o mundo já
usaram a cápsula. O método é ótimo
mas seu custo é salgado: cerca de US$ 1.200.
Marcadores que realmente marcam
Um trabalho realizado por pesquisadores Tchecos mostrou que os
testes de Asca / Anca (marcadores sangüíneos) são
realmente úteis para diferenciar
o diagnóstico da Colite Ulcerativa do da Doença
de Crohn.
Para chegar a essa conclusão os autores da pesquisa avaliaram
65 pacientes pediátricos com Doença Inflamatória
Intestinal (DII) e Doença Celíaca. Desses pacientes,
23 tinham Colite Ulcerativa, 21, Doença de Crohn e os outros
21, Doença Celíaca. O Anticorpo Anticitoplasma de
Neutrófilo, conhecido como Anca, mostrou-se um teste de
alta especificidade para o diagnóstico da Colite Ulcerativa
em 92% dos casos.
O Anticorpo Anti-saccharomyces cerevisiae,
o Asca, foi específico para o diagnóstico da Doença
de Crohn em 92,3%.
Foi feita ainda uma dosagem de imuglobina E (IgE) para verificar
se havia alergia alimentar. Essa alteração foi constatada
em 8,7% dos pacientes com Colite Ulcerativa, 14,6% dos portadores
de Crohn e 23,8% dos pacientes de Doença Celíaca.
Um antibiótico melhor que a encomenda
Cientistas da Universidade de Pittsburg realizaram uma pequena
pesquisa com a ciprofloxacina, um medicamento antibiótico
de amplo espectro de ação, que costuma ter boa utilidade
no tratamento da Doença de Crohn moderadamente ativa. O
estudo preliminar mostrou que a ciprofloxacina pode melhorar a
crise ativa do paciente, independentemente do uso de outras drogas,
podendo reduzir o grau de atividade dessa doença. O trabalho
de pesquisa, realizado com 47 pacientes, foi randomizado e controlado
com placebo.
Ponto para o Antegren
Os benefícios de uma nova substância no tratamento
da Doença de Crohn estão sendo avaliados. A droga
em questão chama-se Antegren. É um anti-integrina
alfa quatro, pesquisado pelos laboratórios Elan e Biogen,
que encontra-se em fase três de estudo, ou seja, naquela
etapa da pesquisa em que o medicamento já pode ser testado
em seres humanos.
Dois trabalhos estão sendo conduzidos com essa medicação.
Um deles envolve aproximadamente 850 pacientes de Crohn e tem
o objetivo de medir a resposta e indução de remissão
em pessoas que têm a doença ativa após dez
semanas da administração da droga. O outro procura
avaliar o efeito e duração da substância,
ou seja, sua eficácia na manutenção da remissão
da doença.
É mesmo preciso fazer jejum antes dos exames?
Quando precisamos nos submeter a exames de laboratório
surge a dúvida: será que realmente é preciso
estar em jejum? Na realidade, apenas dois tipos de procedimentos
necessitam obrigatoriamente do jejum. Veja quais são:
l Colesterol total e frações/Triglicérides
- para esse exame o paciente deve ficar em jejum por 12 horas.
Antes desse período sua dieta deve ser hipogordurosa, ou
seja, com pouca gordura.
l Glicose - dessa vez o jejum deve ser de 8 horas. Dependendo
da instrução do médico, pode ser feito também
duas horas após a alimentação, ou ainda em
horários pré-determinados do dia, sem relação
com a alimentação.
Por que será, então, que os laboratórios
pedem que façamos jejum para quase todos os exames? Porque
em alguns exames nos sentimos melhor quando estamos em jejum,
pois a coleta pode provocar náuseas ou vômitos se
estivermos de estômago cheio. Veja quais são:
l Secreção de orofaringe.
l Punções de medula, líquor e nodular, que
podem precisar de sedação.
Antigamente mais exames eram realizados em jejum por motivos
técnicos dos laboratórios clínicos. Com o
avanço da tecnologia e a necessidade de adaptação
desses laboratórios à rotina das urgências
médicas, os métodos foram sendo aperfeiçoados
e o jejum tornou-se menos necessário. Mas saiba que a água
pode ser ingerida normalmente - este é o único líquido
que não interfere nos resultados dos exames.
Quando se trata de bebês o período de jejum é
um pouco diferente. A coleta para os pequeninos deve ser realizada
antes da próxima mamada. As crianças, na maioria
das vezes, não passam mais de 4 horas sem
se alimentar.
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