Em Foco

Livre do rodízio

As segundas-feiras sempre foram o dia da semana que mais causaram tensão na vida de Eurico Soares de Oliveira Jr., um bancário de 28 anos que mora no bairro da Casa Verde, na zona norte em São Paulo, e trabalha nas proximidades do Itaim, na zona sul. Independente de ser o dia mais difícil da semana para qualquer trabalhador, Eurico tinha que sair de casa nassegundas-feiras antes das 6h30 para não correr o risco de ainda estar no meio do tráfego depois que o sistema de rodízio de carros começasse a vigorar, impedindo, neste dia, a circulação dos veículos de placas com final 1 e 2, como as do seu carro. Deixando todas as dificuldades do trânsito em São Paulo, a agravante da situação ficava por conta de Eurico, que é portador da doença de Crohn desde os 14 anos, precisar parar o seu carro em qualquer local no meio do caminho, à procura de um banheiro. É fácil imaginar os momentos de aflição do rapaz nas vezes em que isso ocorreu desde que o sistema de rodízio de carros foi implantado em 1997, pela Companhia de Engenharia de Tráfego, CET, obedecendo à lei municipal 12490. Não só pelos sintomas fisiológicos que não são nada agradáveis, mas também, pelo receio de o seu carro ser multado por um marronzinho. Desde o dia 18 de maio, no entanto, Eurico não tem mais com o que se preocupar: ele conseguiu a autorização para circular todos os dias da semana com o seu veículo, ou seja, ele está livre do rodízio de carros da CET. “A minha na¬morada me deu a idéia para eu investigar se existia isenção do rodízio para pessoas que têm um caso similar ao meu. Entrei na página da CET na Internet, segui todos os procedimentos e mandei tudo o que era pedido pelo Correio”, conta Eurico que só depois de enviar o material pelo terceiro mês seguido obteve resultado. “Acho que acaba sendo mais fácil ir pessoalmente entregar os documentos no endereço do DSV em Pinheiros”, diz o rapaz. Todo o procedimento é, realmente, fácil e simples. Na página da CET na Internet (www.cetsp.com.br, no link rodízio), qualquer pessoa pode conseguir obter o formulário que deve ser preenchido por quem quer ficar de fora do rodízio. Isto quer dizer pessoas que tenham algum tipo de deficiência. Nesta página também estão listados todos os documentos que devem ser encaminhados, como cópia do certificado de propriedade do veículo, cópia da Carteira Nacional de Habilitação e, sobretudo, atestado médicocomprovando a deficiência, contendo o Código Internacional de Doenças (CID), com carimbo, CRM, e assinatura do médico.

Caminhada no Ibirapuera

Vem aí a 2ª caminhada em prol do Crohn e da Colite Ulcerativa que vai acontecer no dia 30 de setembro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. No ano passa¬do, este evento promovido pela ABCD teve grande repercussão e contou com a adesão de muitos pacientes, familiares e médicos. Maiores informações podem ser obtidas na ABCD, pelo telefone 3064-2992.

Mais novidades da ABCD

Nem bem acabou de inaugurar a sua 11ª filial, que fica na região do ABC em São Paulo, a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn já está comemorando a inauguração de mais uma filial: a de Campinas, cidade no interior do Estado de São Paulo, que está localizada à UNIGASTRO - Unidade Integrada de Gastroenterologia de Campinas, na Rua 14 Bis, nº 71, Bairro Castelo, telefone: (019) 3241-8866, CEP 13070-040. e-mail: abcd.campinas@abcd.org.br

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