É do Brasil!!
Médico brasileiro conquista prêmio em congresso internacional
A comunidade médico-brasileira está em festa. O Dr. Rodrigo Oliva Peres, 32 anos, médico-cirurgião do aparelho digestivo foi premiado no último DDW, o Digestive Disease Week, o importante congresso de doenças do aparelho digestivo que aconteceu, em maio, em Washington, nos EUA, e reuniu cerca de 15 mil pessoas da comunidade médica internacional. O Dr. Rodrigo, que trabalha na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e também no Instituto do Aparelho Digestivo Angelita Gama, junto com esta respeitadíssima médica brasileira, ganhou o prêmio Residents & Fellows Research Conference, para o qual concorreu com 19 trabalhos, cujos autores eram 16 médicos americanos e 3 médicos alemães. Mais uma mostra de que nem só de Copa do Mundo se orgulha o povo brasileiro. Parabéns! Abaixo, transcrevemos o resumo deste trabalho vencedor:
“Este trabalho foi feito através de uma análise retrospectiva de pacientes com câncer do reto distal que foram submetidos a tratamento neo-adjuvante com radio e quimioterapia. A Dra. Angelita foi uma das pioneiras neste tipo de abordagem que inclui a aplicação de rádio e qui-mioterapia seguida de tratamento cirúrgico radical nos pacientes que apresentam regressão parcial do tumor. Acontece que alternativas cirúrgicas têm sido propostas para os pacientes com regressão parcial do tumor, como a recessão local destes tumores, com o objetivo de evitar uma operação associada a consideráveis índices de complicações pós-operatórias, como morta-lidade e necessidade de estomas temporários ou definitivos. No entanto, ao revisar os pacientes com tumores superficiais do reto (ypT2) após tratamento neoadjuvante seguido de tratamento cirurgico radical, notamos que a presença de fatores anátomo-patológicos desfavoráveis eram muito freqüentes e que, portanto, a expectativa dos resultados do tratamento”. Através de ressecção local, e não através de cirurgia radical, são muito preocupantes. Desta forma, nosso trabalho conclui que até o momento, pacientes com tumores de reto distal após radio e qui-mioterapia superficiais (ypT2) devem ser recomendados ao tratamento cirúrgico radical”.
Rodrigo Peres