Discutindo a relação
Não é casamento, mas o grupo de auto-ajuda analisa tudo o que acontece com o paciente. E isso é bom!
Um grupo de médicos do Centro de Doenças Inflamatórias Intestinais e Divisão de Gastroenterologia do Centro Médico Sinai Cedars, em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos, apresentou os resultados do estudo que foi feito com 509 pacientes de Crohn, que apresentavam atividade da doença de moderada a severa, sobretudo Proteína C Reativa elevada, que tomaram Natalizumabe para obter a remissão dos sintomas. Foram aplicados 300 mg deste medicamento a cada quatro, oito e doze semanas, sendo que 48% dos pacientes manifestaram redução de sintomas na semana 8 que se manteve até a semana 12, enquanto 32% em pacientes que receberam placebo. Depois de um mês tomando Natalizumabe, 51% dos pacientes apresentaram remissão dos sintomas enquanto com 37% dos pacientes que usaram placebo aconteceu o mesmo. Sendo assim, os médicos concluíram que Natalizumabe permite a remissão de sintomas depois de dois meses de uso, que é mantida por três meses.
Outro anti-TNF para o tratamento de Crohn
Um estudo envolvendo médicos dos Estados Unidos, Canadá e Europa reuniu 325 adultos, de 18 a 75 anos de idade, que tinham Crohn, de moderado a severo, há pelo menos quatro meses. Eles receberam doses de Adalimumabe de 160 a 80mg nas semanas 0 e 2 ou então placebo durante este mesmo período. Cerca de 301 pacientes completaram o teste: 21% deles do grupo do Adalimumabe contra 7% do grupo de placebo tiveram remissão dos sintomas na semana 4. Dois dos 159 pacientes do grupo do Adalimumabe e 4 dos 166 do grupo que recebeu placebo não continuaram com o teste porque tiveram efeitos colaterais, apresentando uma infecção séria. Os médicos, porém, chegaram à conclusão de que o medicamento provoca mais remissão dos sintomas nos adultos do que o placebo.
O Código genético e o Crohn
Veiculou, em junho, no Jornal Nacional, da Rede Globo, e no jornal O Globo, do mesmo grupo, a notícia de que um consórcio de 200 cientistas divulgou no Reino Unido o maior estudo já realizado sobre doenças hereditárias. Os cientistas analisaram o código genético de 17 mil pacientes para entender melhor quais genes estão ligados a sete doenças: depressão, hipertensão, artrite reumatóide, diabetes do tipo 1 e 2, doenças coronarianas e doença de Crohn. A matéria também comentava que este estudo iria permitir um melhor entendimento de como essas doenças ocorrem, abrindo caminho para remédios e tratamentos personalizados. “Ainda vai demorar muito, mas esta é uma questão ética extremamente complexa porque o acesso dos planos de saúde a essas informações genéticas não está bem resolvido”, alerta o Dr. João Renato Rabello, do Departamento de Patologia Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein e do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, referindo-se aos transtornos que este assunto poderia causar a esses possíveis pacientes, não só com relação aos planos de saúde, mas também com relação à admissão dessas pessoas nas empresas. “A idéia de se descobrir a falta do gene que seria o responsável por essas doenças seria ótimo, pois poderia ser possível se providenciar uma medicação para cobrir esta ausência. Mas isso ainda vai demorar muito”, finaliza o médico.