Exames

Fácil, rápido e indolor

Como é a densitometria, exame que avalia a perda da massa óssea do nosso corpo

 

É quase certo que a grande maioria das pessoas, so­­bre­­tudo as mulheres, já ouviu falar em osteoporose, aque­le problema nos ossos que provoca fraqueza e dor e aumenta consideravelmente o risco de fratura. O que ­pouca gente discute é sobre o exame de raios X que diag­nostica este distúrbio ósseo. Além de ser completamente indolor, o exame não é invasivo e seu procedimento é extremamente simples e rápido: não demora mais do que 20 ou 30 minutos. Lembrar do nome ­deste exame talvez seja seu maior complicômetro: den - si - to - me - tri - a. Apesar de usar uma emissão de raios X, e hoje em dia há quem se preocupe com isso, a sua do­se de radiação é de 10 a 100 vezes menor do que se re­cebe em um exame de raios X do tórax. “A den­si­to­me­tria avalia a densidade mineral óssea, ou seja, o quão den­so está o osso, e isso está li­gado diretamente à resistên­cia do osso”, diz o gineco­logista Dr. Luiz Roberto ­Zi­tron. “Com este exame, pode-se ter idéia se o paciente tem ­risco de ter fraturas e se existe osteoporose”, comple­ta.

As primeiras perguntas que surgem são o que ­causa a osteoporose e quem deve fazer densitometria. Na lin­gua­gem dos médicos em geral, as mulheres com mais de 40 anos e os homens acima dos 50 são candidatos. O Dr. Zitron explica que as mulheres normalmente ­fazem mais do que os homens devido a alguns fatores que favorecem a perda da sua massa óssea, sobretudo queda dos hormônios e a menopausa. “É um dado cien­tí­fico que 50% das mulheres vão ter os­teoporose aos 80 anos, mas quanto mais velho o indivíduo ficar (homens e mulheres), mais chance ele tem de desenvolver osteoporose, até porque vai perden­do em média 1% de massa óssea por ano”, chama a atenção o médico. “Quan­to ao homem, a testosterona, o hormônio mascu­li­no, o protege a vida inteira ­contra a perda óssea”, acres­centa.

Na verdade, existem vários fatores que podem favo­re­cer um quadro de osteoporose: idade, menopausa, como já foi dito, sedentarismo, hereditariedade, ta­ba­gis­mo, raça branca, baixa ingestão de cálcio, baixa ex­posi­ção solar, pessoa muito magra e usuários de medicamen­tos. É mais difícil, mas a osteoporose pode acometer jovens inclusive, sobretudo se eles forem usuá­rios de cor­tisona. “Os usuários crônicos de cortisona não só devem fazer densitometria óssea regularmente como têm que utilizar medicamentos que inibam a reab­sorção óssea” diz a reumatologista Dra. Evelin Gol­denberg, da Clínica Goldenberg e do Hospital Israelita Albert Einstein. “É o caso dos pacientes de doenças in­flamatórias intestinais, de quem tem distúrbios na ti­reóide, dos asmáticos, alérgicos, reumáticos, e das pessoas que usam remédios que favorecem a perda de massa óssea”, diz a médica.

Finalmente, uma última questão: de quanto em quanto tempo é necessário fazer o exame de den­si­to­me­­tria óssea? Aí quase todos os médicos concordam: quem não tem nenhum problema de saúde deve ­fazer, pelo menos, a cada dois anos. Mas se a pessoa, in­­de­pen­den­te de sexo, fizer parte do grupo com ­fatores de risco, deve fazer o exame anualmente. É neste ­grupo que se in­cluem os pacientes de DII. “É muito importan­te fazer este exame. Uma eventual fratura de quadril, por exemplo, prejudica muito a qualidade de vida de uma pessoa – além de não conseguir andar e passar a depender de uma en­fermeira, ainda vai ficar ­deprimida com a si­tuação”, diz a Dra. Evelin. Aí vai uma sugestão: independente de ser o ginecologista ou um reu­ma­­to­logista a indicar este exame, nada impede que a própria pessoa se interesse em saber a quantas anda a resistência dos seus ossos. Portanto, se o seu médico não pedir na próxima consulta, pode cobrar. Boa ­sorte!