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Pacientes de Crohn podem ter novo tratamento
Foi publicado no New England Journal of Medicine, respeitada revista
médica americana, um estudo envolvendo 79 pacientes com
Crohn, de ambos os sexos, que receberam doses semanais de anti-interleucina-12
(anti-IL-12), uma proteína pró-inflamatória
que age na mucosa intestinal dos pacientes que têm esta
doença. O melhor da notícia está nos resultados
que foram apresentados pelos pacientes que tomaram a dose máxima,
semanal e ininterrupta, de 3 mg por kg de anti-IL-12: 75% deles
mostraram uma resposta clínica favorável enquanto
50% tiveram remissão dos sintomas a longo prazo. Este estudo
do NIAID - National Institute Of Allergy and Infectious Diseases,
um instituto que observa quadros alérgicos e doenças
infecciosas, foi realizado em 15 centros médicos dos Estados
Unidos, Alemanha e Holanda e o tratamento com a anti-interleucina-12
mostrou-se seguro e eficaz. “É necessário
mais estudos confirmatórios, mas o tratamento com a anti-interleucina-12
é bastante promissor”, diz o Dr. Mário Geller,
presidente do Capítulo Brasileiro do American College of
Allergy, Asthma & Imunology PR-Network e sócio-honorário
da ABCD. “A anti-IL-12 diminui a produção
de proteínas inflamatórias, o que explica a sua
ação terapêutica favorável na doença
de Crohn e há um potencial futuro de utilizá-la
em outras doenças auto-imunes”, diz o Dr. Geller.
Bactérias vilãs
Mais uma notícia que saiu num respeitado jornal americano
do meio científico, o Journal of Clinical Investigation
(jci 2004; volume x, pág.), e que pode animar os pacientes
da doença de Crohn: os cientistas identificaram, entre
várias bactérias, aquelas que são mais prejudiciais
ao intestino, e que desencadeiam a doença de Crohn. Estas
bactérias contêm na sua estrutura um elemento que
simpático nome de flagelina, mas que pode dar muita dor
de cabeça ao paciente. Não se pode esquecer que,
antes de qualquer coisa, precisa existir uma predisposição
genética para desenvolver a doença de Crohn. “Hoje
já se evoluiu um pouco mais”, diz o Dr. Aderson Cintra
Damião, assistente do Departamento de Gastroenterologia
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
“Agora vai haver uma movimentação científica
não só para isolar este elemento antigênico
como também para criar um tratamento que anule a flagelina”,
completa o médico.
Fique de Olho no beta caroteno
Segundo os cientistas do Instituto Tecnológico
de Israel e do Centro Médico de Bnei Zion, na cidade de
Haifa, Israel, o beta caroteno - um nutriente encontrado nos vegetais,
principalmente nos amarelos e nos de folhas verde-escuro - tem
um efeito muito positivo no tratamento de doenças inflamatórias
intestinais, em especial na Doença de Crohn. Traduzindo
melhor, beta caroteno é a pró-vitamina A que, quando
ingerida, se transforma em vitamina A no nosso organismo. Isso
não quer dizer que os pacientes com Crohn têm que
sair por aí comendo todos os vegetais que encontrarem pela
frente. Algumas das principais fontes de beta caroteno são
a laranja, a cenoura, a batata-doce, o espinafre, a couve, o agrião
e o brócolis. Só que, por enquanto, esses estudos
foram feitos em animais que mostravam sintomas de doenças
inflamatórias intestinais. Ratos, na verdade. Os pesquisadores,
no entanto, prometem que vão começar muito em breve
os estudos clínicos em humanos.
Temos que esperar para conferir!
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