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Mamãe
Bush é garota propaganda
De uns meses para cá, Barbara Bush, a mãe do presidente
dos Estados Unidos, tem marcado presença na mídia.
Não contra sua vontade, mas por decisão própria
- não para defender a posição do seu filho
sobre a malfadada guerra contra o Iraque, mas sim para valorizar
a saúde. A matriarca da família Bush é a
figura central de uma campanha de rádio e TV sobre as doenças
inflamatórias intestinais. "Queremos que as pessoas
saibam que enquanto a nossa fundação procura pela
cura dessas doenças, oferece programas educacionais e serviços
de apoio aos pacientes", diz Rodger DeRose, presidente da
CCFA, a fundação americana de Crohn e colite ulcerativa.
"E sem dúvida essa campanha com a Sra. Bush vai ajudar
muito." Estima-se que nos Estados Unidos existam hoje um
milhão de portadores de DII.
Além de contar com o apoio da primeira dama, A CCFA teve
outra incrível contribuição: a Fundação
Mankoff Family, de Dallas, cujo objetivo desde que foi fundada,
em 1996, é providenciar recursos financeiros para diversas
organizações, locais e nacionais, doou para a CCFA
nada menos do que um milhão de dólares. "Nós
estamos muito agradecidos porque a CCFA começou a usar
a doação na campanha com Barbara Bush", disse
Jeffrey Mankoff, diretor da Mankoff Family e também presidente
da filial do Texas da CCFA. A Sra. Bush teve um bom motivo para
ter aceitado ser a garota propaganda da campanha de rádio
e TV sobre a DII: é que Marvin, o filho mais novo do casal
Bush, tem uma terrível colite ulcerativa. Descobriu em
1985 e, no ano seguinte, precisou fazer uma cirurgia radical para
tirar todo o cólon. Jeffrey Mankoff, de 42 anos, por sua
vez, também vive uma situação similar: tem
a doença de Crohn desde os 15 anos.
Dois em um
Pouco mais de três meses atrás, nos Estados Unidos,
foi dado sinal verde para os testes que vinham sendo feitos com
o APAZA, medicamento que combina o antiinflamatório 5-ASA,
muito indicado para os pacientes de DII, com imunomoduladores.
"Pela primeira vez foram feitos testes em humanos (16 voluntários)
e os resultados quanto à tolerância, segurança
e propriedades farmacêuticas do APAZA foram tão animadores
que já temos uma programação para iniciar
a Fase II desse estudo em 2004", comemora o Dr. Christopher
H. Price, presidente da Nobex, a empresa fabricante do medicamento.
"Os testes mostraram também que a severidade da inflamação
nas doenças inflamatórias intestinais pode ser reduzida",
diz Price. A empresa agora está procurando parceiros para,
o futuro, comercializar o APAZA.
O curcumim,
a colite e o Crohn: tudo a ver
O curcumin, aquele velho e conhecido condimento utilizado em algumas
receitas, sobretudo nas que levam curry, pode trazer excelentes
benefícios para os pacientes de doenças inflamatórias
intestinais. É o que afirmam os cientistas do Centro de
Pesquisas Jack Bell do Hospital Geral de Vancouver, em Vancouver,
no Canadá, depois de fazerem estudos, com bons resultados,
sobre a utilização do curcumin em ratos. Além
de reduzir a inflamação na região afetada
pela doença, no intestino dos animais, este condimento
alimentício também impediu maior perda de peso,
o que normalmente ocorre em quem tem um diagnóstico de
Crohn ou colite ulcerativa. Segundo os médicos, as propriedades
antiinflamatórias do curcumim foram reconhecidas e também
ficou claro seu papel importante para redução das
células cancerosas nos animais. Outro dado relevante: além
de melhorar o quadro sintomático da DII, o curcumim alivia
o bolso dos pacientes por ser uma alternativa de tratamento muitíssimo
mais barata. Alguém tem dúvida de que um ramo de
planta vendido em feiras livres é mais barato que um medicamento
que só é encontrado nas farmácias?
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