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Um hospital público de Porto Alegre ganhou um ambulatório
específico para tratar de doença de Crohn e colite
ulcerativa
Dra. Marta Machado (ao centro) e sua equipe
no ambulatório:
o ambiente permite a inter-relação da assistência
com o ensino e a pesquisa
No mundo ideal, o sistema de saúde pública no Brasil
funcionaria as mil maravilhas. Todos os cidadãos teriam
assistência médica gratuita e de qualidade, os hospitais
seriam equipados com o que há de mais moderno, os médicos,
enfermeiros e assistentes sociais seriam bem remunerados, não
haveria filas de espera, todos teriam acesso à medicina
preventiva. O mundo ideal, infelizmente, não existe. Mas
existem iniciativas que nos fazem acreditar que estamos um pouco
mais perto dele. Em Porto Alegre, acaba de ser inaugurado um ambulatório
para tratar especificamente de doenças inflamatórias
intestinais (DII). Ele pertence ao Hospital São Lucas,
um hospital público vinculado à Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e já
atende cerca de 170 pacientes.
A estrutura do ambulatório visa a integração
de profissionais de diferentes áreas e especialidades médicas
num mesmo espaço. A idéia é facilitar a vida
dos pacientes e proporcionar a eles muita praticidade. "Planejamos
um ambiente que permite a inter-relação da assistência
com o ensino e a pesquisa", diz a gastroenterologista Marta
Machado, ativa representante da ABCD em Porto Alegre. "A
missão do hospital universitário consiste no atendimento
global à saúde."
Essas enfermidades, como se sabe, causam aos seus portadores enorme
desconforto e instabilidade emocional, uma vez que se manifestam
com cólicas, diarréias freqüentes, sangramento
e comprometimento nutricional. A presença de profissionais
do Serviço de Gastroenterologia e da Supervisão
de Nutrição do HSL e da Faculdade de Psicologia
oferece aos doentes não apenas diagnóstico e tratamento,
mas também orientação sobre alimentação
adequada e apoio psicológico. Coordenada pela Dra. Marta,
a equipe do ambulatório assiste o paciente sempre que há
a necessidade de internação. No mesmo local, são
realizados os exames clínicos, laboratoriais e de imagem
necessários à escolha do tratamento adequado.
A iniciativa de montar esse ambulatório, pioneiro no Rio
Grande do Sul, partiu da médica, que, naturalmente, contou
com todo o apoio e incentivo da ABCD.
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