Carta do Editor

Muitas notícias boas

Agora que passou o Carnaval e o verão está acabando (embora o calor ainda esteja nos judiando), o ano de 2002 efetivamente começou. Todos voltam ao ritmo tradicional de trabalho. Percebemos que muitas coisas continuam iguais - a violência, a miséria, a poluição, as enchentes, etc. Mas nem por isto deixamos de enxergar tudo o que acontece de bom - e aí há realmente muitas coisas. Podemos destacar os esforços que estão sendo realizados por especialistas para melhor compreender, estudar e tratar as doenças inflamatórias intestinais. Novos remédios estão surgindo, mais congressos acontecendo e até produtos nutricionais e métodos diagnósticos modernos estão despontando dia a dia. Tudo para melhorar a vida dos doentes de Crohn e de Colite Ulcerativa.
Uma coisa que nos deixa especialmente felizes é ver que a ABCD continua crescendo a passos largos. Já temos aproximadamente 1.000 sócios. Nossa página na Internet já recebeu mais de 48.000 visitas e nossa revista ABCD em Foco é um absoluto sucesso. E mais: percebemos que nossos associados têm muito interesse sobre questões nutricionais, por isso vamos lançar em breve um livro de receitas para quem tem DII. Ele será produzido com a colaboração de fontes diversas e, sobretudo, de nutricionistas
especializadas que nos apóiam. Você também pode ajudar nos mandando a sua receita.
Por falar em comida, é exatamente este o tema da matéria de capa desta edição.
O que os pacientes de Crohn e Colite podem comer? Quando fazer uma dieta mais severa?
O que a alimentação tem a ver com as crises? Conheça a resposta para estas e outras
perguntas comuns.
Você já ouviu falar em cápsula endoscópica? Não? Pois na página 16 dessa edição você vai saber o que é e como funciona esse pequeno e utilíssimo objeto que nem o mais futurista dos cientistas poderia imaginar que teríamos há alguns anos. Detalhe: essa cápsula já chegou ao Brasil. Outra notícia interessante é sobre os cadastros nacionais de DII, na página 8. Médicos gastroenterologistas e proctologistas de várias partes do Brasil se mobilizaram para formar o Grupo Brasileiro de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal. Essa atitude deverá facilitar a produção de pesquisa científica em nosso meio, de modo a compreender melhor o comportamento destas doenças no Brasil. Boa leitura e até a
próxima edição.

Flavio Steinwurz