Medicamento novo

Boa notícia para quem tem Crohn: já se pode afirmar que o Remicade, medicamento liberado nos Estados Unidos pelo FDA há pouco mais de um ano, é , de fato, eficaz em 50% dos casos. A droga atua no mediador do processo inflamatório da Doença de Crohn, fazendo com que a inflamação regrida ou cesse. Sem efeitos colaterais importantes, o Remicade pode ser indicado tanto para os casos mais resistentes aos tratamentos convencionais como para os pacientes cronicamente dependentes de corticóides.
A grande desvantagem desse medicamento está no seu preço: custa cerca de 600 dólares ampola (ele só é vendido nos Estados Unidos). Detalhe: cada 20kg de peso corporal exigem uma ampola, o que significa que uma pessoa de 60kg tem que tomar três ampolas da droga de uma vez para que ela atue bem – e desembolsar quase 2 000 dólares por aplicação. Mais um detalhe: seu efeito dura apenas três meses – depois disso, tem que tomar de novo. No Brasil os planos de saúde não dão cobertura para o Remicade. Importá-lo, no entanto, é fácil. Com a prescrição médica nas mãos, basta ligar para a Varig ou alguma outra importadora de medicamentos, fazer a solicitação e mandar buscar o Remicade uns dias depois. Sua administração exige cuidados especiais e deve ser feita em ambiente hospitalar.
Trata-se de um remédio complicado e caro, mas que tem uma vantagem que vale por todo o resto: enquanto está sob o efeito dele, a gente esquece que tem Crohn. Pelo menos é o que acontece comigo. Eu já tomei o Remicade quatro vezes e , graças a Deus, sempre fico ótima.
MARIA AMALIA BERNARDI