Dificuldades
no diagnóstico de displasia e de câncer na
Colite Ulcerativa
Vários
desafios estão envolvidos no diagnóstico
de displasia e de câncer em pacientes com doença
inflamatória intestinal. Para direcionar as decisões
clínicas, é preciso dar atenção
redobrada à detecção, definição
e diferencial das alterações morfológicas.
Do ponto de vista morfológico, as lesões
epiteliais pré-cancerígenas na Colite Ulcerativa
são de dois tipos:
1) Lesões polipóides (elevadas)
2) Lesões planas (comumente com aspecto finamente
granular ou aveludado da mucosa)
Espécimes colhidos por biópsia através
de colonoscopia, que demonstrem a presença de displasia
severa (alto grau), ajudam a identificar os pacientes
portadores de Colite Ulcerativa com maiores chances de
desenvolver o câncer colorretal. Esse procedimento
é fundamental, já que por vezes tais lesões
são imperceptíveis à visualização
endoscópica. Em geral, o câncer da Colite
se apresenta como uma massa, uma úlcera com base
elevada ou estenose. O achado de displasia em associação
com lesões ou massa(pólipo único
ou múltiplo, placa ou similar) está vinculado
a um risco maior de subseqüente neoplasia e é
uma considerável indicação para colectomia
( remoção cirúrgica do intestino
grosso). Adenomas simples (pólipos adenomatoso)
em Colite são lesões displásticas,
mas podem não necessitar de intervenção
cirúrgica, já que freqüentemente são
tratados com bons resultados com a polipectomia por via
colonoscópica.
Pacientes com Colite Ulcerativa crônica com mais
de oito anos de duração devem se submeter
a colonoscopia anualmente. É necessário,
nesses casos, obter material com múltiplas biópsias
de todo o cólon, principalmente de áreas
planas e aveludadas da mucosa.
A colectomia deve ser indicada nos casos em que haja confirmação
de displasia importante e os quais não se possa
resolver por ressecção endoscópica.
DR.JEROME D. WAYE, de Nova York