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Dilatação
endoscópica por balão é eficaz em pacientes
com estenose
Quais são as diferenças entre estes dois males cujo
alvo preferido é o intestino
Na
Divisão de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição
da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, foi realizado
um estudo comparativo de dilatação endoscópica
por balão, com ou sem injeção de cortisona,
em pacientes com Crohn que tinham estenose. No total, foram avaliados
17 pacientes – 10 mulheres e 7 homens. Alguns deles receberam
injeções locais de cortisona de depósito
diretamente nas estenoses de vários lugares, desde o estômago
e intestino até o reto, enquanto outros não receberam
aplicação alguma. Os resultados foram muito bons:
com este novo tratamento, a reincidência de estenose, que
normalmente ocorre em 75% das vezes, aconteceu em somente 25%
dos casos. “Nós fazemos este tratamento com injeção
de cortisona há muito tempo com excelentes resultados”,
diz o Dr. Arnaldo Ganc, gastroenterologista do Hospital Israelita
Albert Einstein. O médico, no entanto, faz algumas críticas
sobre o estudo realizado na Universidade da Flórida.“Não
foi um trabalho planejado no que se refere aos pacientes, mas
sim retrospectivo, em que não sabemos se o médico
escolheu os piores casos de pacientes com estenose”, diz
ele. “Além disso, o estudo teve um tempo curto de
observação (só 4 anos) e reuniu poucos pacientes”,
explica o Dr. Ganc.
Injeções locais de Infliximabe
para tratar fístulas perianais
Na Universidade de Bologna, na Itália, foi realizado um
estudo envolvendo 15 pacientes com Crohn, que apresentavam um
quadro severo de fístulas perianais e receberam injeções
locais de 15 a 21 mg de Infliximabe (Remicade). A iniciativa teve
ótimos resultados: 10 pacientes tiveram as fístulas
cicatrizadas após 3 das 12 aplicações que
estavam programadas. O presidente da ABCD, o gastroenterologista
Dr. Flavio Steinwurz, também já indicou, há
três anos, este tipo de tratamento para quatro de seus pacientes
com Crohn: enquanto dois deles se deram muito bem, os outros dois
continuaram com o problema. “Foi aplicada uma injeção
de 10 a 20 mg de Infliximabe ao redor da fístula e, embora
a aplicação seja rápida (por não mais
do que cinco minutos), trata-se de um procedimento que dói
bastante porque é numa região bastante sensível”,
diz o Dr. Steinwurz. Ele descobriu este tratamento quando participou
de um congresso nos Estados Unidos, há quatro anos, e viu
um médico relatar o caso de um paciente que cicatrizou
a sua ferida no braço com o Remicade. “O paciente
tinha pioderma gangrenoso (uma inflamação séria
na pele) no braço e estava fazendo uma aplicação
convencional deste medicamento no consultório. A seringa
saiu da veia, o medicamento infiltrou a região do braço
e acabou cicatrizando a ferida”, conta o Dr. Steinwurz.
“Aquele médico usou o Remicade como uma medicação
tópica (aquela que se aplica em alguma parte do corpo)
em mais oito pacientes e teve sucesso. Por isso eu achei que valeria
a pena experimentar”, diz ele.
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